GREGOR E A SEGUNDA PROFECIA – (Suzanne Collins)

Mais uma fantástica obra da autora Suzanne Collins, iremos comentar agora sobre a continuação de Gregor, o Guerreiro da Superfície. No primeiro volume nos conhecemos o subterrâneo através do garoto, que caiu por uma porta em sua lavandeira, junto com sua irmãzinha Boots.
No subterrâneo ele descobriu ser um guerreiro esperado há muito tempo, para que pudesse cumprir uma profecia e salvar o povo de Regália. Gregor tentou de todas as formas mostra aquele povo, de que ele era apenas uma criança, ele não era um guerreiro e Boots não era uma princesa. Mas algo inusitado fez o garoto criar coragem para enfrentar um exército de ratos gigantes. Eles estavam com seu pai.
Seu pai desaparecido a mais de dois anos, sem que a família soubesse onde ele se encontrava. Porém agora Gregor sabia, seu pai caiu pela lavanderia e também foi para no subterrâneo, Gregor então enfrenta a primeira profecia com o objetivo de salvar seu pai.

Quando Gregor reencontrou sua mãe novamente, ele jurou nunca mais se afastar de casa, e deixá-la preocupada daquela forma. Mas ele não poderia imaginar, que menos de um ano iria se passar até que ele volte ao subterrâneo.
Dessa vez ele voltou ao subterrâneo, ciente que sua irmãzinha Boots, estava correndo um grande risco. Os roedores querem vingança, e matar sua pequena irmãzinha, seria a morte do próprio guerreiro.
Quando Gregor chega à Regália, esperando encontrar Boots que foi misteriosamente “sequestrada” ele descobre que para mantê-la vida, é necessário enfrentar os roedores gigantes de perto.
Uma guerra foi travada, uma guerra em que Boots corre perigo, e o subterrâneo também. A única solução é matar Bane.
Bane, o único rato branco que existe no subterrâneo esta sendo treinado para comandar o exército de Roedores, para acabar com Regália e matar todos os humanos ali presentes, e acima de tudo, acabar com Gregor.
Uma equipe se junta então, para ajudar Gregor em tal tarefa.
Mais uma profecia que ele irá enfrentar, o garoto sobreviverá dessa vez?
Os perigos são mais eminentes, mas durante alguns treinos de luta, Gregor descobre que é um colérico, e isso fará grande diferença nas batalhas que irá enfrentar.
Por enquanto Regália e Boots, estão bem, mas… Até quando irá perdurar essa calmaria?
Os ratos não irão se acalmar, eles irão atacar. Mas quando eles tentarem… Gregor já terá matado Bane.
O caminho até as profundezas do subterrâneo, onde os Roedores se encontram, é longo e muito perigoso.
Durante o caminho, o Guerreiro fica ferido, voadores morrem, e corações são despedaçados.
Até que ponto Gregor estaria disposto a lutar para salvar sua irmã?

Quando se encontram então em seu destino, Boots novamente desaparece. Dessa vez com Luxa, a rainha de Regália. O reino esta mais do que vulnerável agora.
Gregor e Ares, seu voador, terá que correr contra o tempo. Matar Bane, voltar para Regália antes de serem capturados e solicitar uma busca para salvar Luxa e sua irmã.
Quando fica frente a frente com Bane, ele descobre que é apenas um filhote. Um lindo filhote branco.
Gregor terá coragem de matar Bane?
O Roedor está completamente fragilizado, perdeu sua mãe, viu combates, e estava sendo cassado para ser feito líder, para aprender apenas coisas ruins.
Ele se enrosca em Gregor. O garoto pensa em Boots, agora talvez morta, ela e o roedor são do mesmo tamanho, Bane é apenas uma…”criança”.
Se ele matar Bane, Regália ficará salva, porém sua consciência aterrorizada.
Se não matá-lo, pode ser considerado um traidor, e morrer pelas mãos dos subterrâneos.
E acima de tudo, como ele irá informar sua mãe, de que Boots morreu?
Qual será a escolha de Gregor?
Ele conseguirá voltar para superfície?
Qual foi o destino da pequena e adorável Boots?
Gregor e a Segunda Profecia são ainda mais sangrentas que o primeiro volume , e nos faz viajar por um mundo mágico, que pode existir aqui, ai na sua casa leitor, pode existir embaixo dos nossos pés.
Ao contrário de Gregor, eu não quero sair do subterrâneo.

Ouça-o arranhar após a descida.
Rato da neve a muito esquecida,
Maldade coberta de branco que reluz.
Irá o guerreiro drenar sua luz?

Titulo: Gregor: E a Segunda Profecia
Titulo Original: Gregor and the Prophecy of Bane
Autora: Suzanne Collins
Ano: 2004
Páginas: 286
Editora: Galera
Boa Leitura.
Casa de Livro Blog.
Karina Belo
-Boots! – Gregor chamou. – Hora de ir embora! – O menino olhou em volta pelo parque e viu que as lâmpadas que cercavam os caminhos tinham se acendido. A luz do dia tinha quase desaparecido por completo. – Boots! Vamos embora! – O menino chamou. Ele saiu de debaixo da árvore, circulou e sentiu uma onda de alarme.
No breve momento em que ele se distraiu com seus pensamentos, Boots tinha desaparecido.

Ares estava quase na ilha quando aconteceu: uma nuvem negra explodiu da selva e engolfou pandora. Ela não teve tempo para reagir. Num momento ela estava dardejando e comendo ácaros, no momento seguinte eles a estavam comendo. Em menos de dez segundos eles tinham devorado a morcega que se retorcia até o osso. O esqueleto branco ficou no ar por um instante, desabando em seguida na selva abaixo.
Em seguida uma vozinha confusa ao lado da orelha de Gregor indagou:
– Cadê mucego?

E aconteceu de Sandwich estar certo novamente. Os ratos tinham matado Boots, e ele não conseguiria matar Bane. Entretanto, Gregor não achava que teria matado Bane mesmo que Boots tivesse sobrevivido. Ou poderia? Se tivesse acreditado que apenas um deles poderia viver? Ele não sabia. Mas não importava mais.

Ela estava sentada no chão, cercada por seis grandes baratas, esfregando os dedinhos dos pés com as duas mãos para mostrar como os lavava. O menino atravessou a sala tropeçando e a agarrou num abraço, segurando-a com força enquanto uma voz animada falava no seu ouvido.

– Oi Você!

A CASA (André Vianco)

André Vianco conseguiu nos escrever em tão poucas páginas, uma história emocionante.
No livro A Casa, ele reúne quatro personagens distintos, mas com um problema em comum. Um coração atormentado, em busca de alivio e paz.
Os personagens tão reais e cativantes, que é impossível não se identificar com algo que aconteceu na vida de cada um.
Todos querendo uma segunda chance, uma possibilidade de mudar sua história, fazer às coisas diferentes, e conseguir a tão esperada paz interior.
Problemas do cotidiano, retratados de uma maneira leve e emocionante.
Rosana é uma mulher madura. Mãe de três filhas e casada a mais de vinte anos com Celso. Porém seu relacionamento com o marido foi se desgastando mais a cada dia.
Rosana tinha certeza que seu marido estava traindo-a, por isso resolveu pagar na mesma moeda. Isso foi à gota d’água de seu casamento, mas ela não poderia imaginar que os dias de vida de Celso, estavam contados.
Após a morte de seu esposo, Rosana sentiu-se extremamente culpada. Foi por sua culpa que ele saiu daquele jeito de casa, que ele passou aquela semana sem ter contato com as filhas, que ele morreu.
Ela então se tornou uma mulher depressiva, mesmo após anos, ainda vive a base de remédios. E o único meio que ela encontra para ter alivio para seu próprio coração, é a morte.
Ismael foi um garoto pobre, que culpava seu pai pela situação financeira da família. O que ele mais deseja era abandonar aquela casa, abandonar aquela família de perdedores, abandonar aquele pai covarde, que sempre teve medo de correr atrás de seus sonhos.
O garoto cresceu se transformou em um maníaco por trabalho. Hoje é dono de milhares de casar noturnas, um dos homens mais ricos da cidade. Mas ele se sente atormentado pela morte de seu pai. O senhor morreu após eles brigarem, uma discussão boba quando Ismael tinha dezoito anos. Mais uma vez o motivo foi dinheiro, a falta de coragem do pai. Ele nunca ouviu o lado de Elias, nunca ouviu a história de porque seu pai aceitava trabalhar tanto por tão pouco. Ele nunca conseguiu conhecer realmente quem era o seu próprio pai.
Leonora sempre foi meio rebelde. A criação, por parte de seu pai, sempre foi em estilo militar. Ele era machista, durão. Leon e sua mãe não podiam ir à calçada, ele as proibia de tudo.
 Mas o mundo da garota acabou quando ela assumiu ser lésbica. Seu pai não aceitava, ele nunca aceitaria uma filha que gostasse de mulher. Leon foi expulsa de casa, humilhada pela família. E sua mãe, a mulher que ela tanto ama, não pôde nem se despedir da filha, e foi expressamente proibida de manter qualquer tipo de contato.
O coração da garota transbordava de ódio. Leon se afundou nas drogas, não sabia o que fazer de sua própria vida. Ela só pensava em dar um jeito de tirar aquele sentimento todo de dentro do seu coração.
Hélio, de todas as histórias essa foi a que mais me chocou e emocionou. Hélio era um homem popular, tudo o que ele tinha era melhor. O carro, a casa, o emprego, a esposa mais linda. E ele se gabava por isso. Sempre contando vantagens para os amigos, ele se sentia o maioral. E tudo se desfez quando Vilma engravidou e sua filha Mariana, nasceu com um problema congênito. Como ele, um homem que sempre teve tudo melhor, podia se contentar com uma filha doente? Uma filha que não poderia ser uma vencedora como ele foi?
Mariana nunca ouviu do pai um “Eu Te Amo”. Hélio nunca incentivou a garota a nada. Ele nunca comprou um presente pra ela.
Quando a garota morreu, ele encontrou algo que o deixou desesperado. Ele sempre foi um monstro.
Desesperado Hélio se tornou um alcoólatra, ele bebia para ter uma paz momentânea, para lutar contra seu fantasma interior, para ter coragem.
Aquele homem que sempre teve tudo do bom e do melhor. Hoje não tinha nada.
Ele perdeu o emprego, o carro, a esposa, ele perdeu a filha.
Pra que viver? Hélio se via em uma alternativa para se livrar de toda aquela dor.
Quatro pessoas, quatro histórias distintas.
A única ligação entre eles, é que todos receberam um cartão misterioso, cartão esse poderá mudar a vida de cada um.
Apenas um endereço, e uma frase que prova que encontrarão alívio para o seu coração.
Todos foram convidados para ir até uma casa amarela.
A casa onde eles terão uma segunda chance, onde encontrarão a paz.
 

Nessa Casa eles começaram uma nova vida.
O que irá acontecer com cada um deles?
Irão perdoar? Terão o perdão?
A Casa, um lugar misterioso que guarda milhões de segredos.
Casa de Livro Recomenda.
Existe um lugar onde todos têm direito a uma segunda chance…

Titulo: A Casa
Autor: André Vianco
Ano: 2002
Páginas: 227
Editora: Novo Século
Boa Leitura.

Casa de Livro Blog.


Karina Belo.


Rosana cruzou a porta. O cômodo estava submerso na mais completa escuridão. Toda a confiança que trazia se desvaneceu. Fechou a porta vagarosamente. O coração batendo rápido. Tateou a parede até encontrar um interruptor. Uma luz acendeu, criando penumbra. Era uma lâmpada recoberta por tinta azul, que deixava fazer uma claridade fraca. O suficiente para que ela enxergasse outra cadeira no meio da sala. O que era? Alguma brincadeira? Rosana aos poucos se acalmou. Ao menos não tinha um fantasma ali dentro, nem mesmo uma turma em volta de uma mesa branca, evocando espíritos. Os olhos começaram a pesar. Ia fazer o jogo. Se aquilo trouxesse paz, ia ao menos tentar.

Conhecia a mãe. A mulher também tinha medo de ser colocada para fora de casa. Na época, Leon cultivara um ódio tremendo dos dois. Que depois se transformou em pena de si mesma. Depois em vício. O pai falecera um ano após a ter colocado fora de casa. Não tivera coragem de encontrar com a mãe. Não quisera se encontrar a mãe. Mas a mãe também definhara com a casa vazia. Morrera com um pouco mais de um ano do enterro do velho. Morrera deprimida. Leon nunca mais a tinha visto e estava drogada demais para se importar em aparecer para ver a mãe ou ir ao enterro. Arrependimento. Dor. Angústia. Drogas. Drogas. Drogas.

Ainda trêmulo, pôs as mãos sobre a mesa. As mãos tocando a toalha plástica e decadente. Respirou fundo. Era um homem, pombas! Não podia chorar. Mas a sensação de estar ali era mais forte do que ele. Era confrontar seus sentimentos mais pesados. Seus ressentimentos mais obscuros. Era com ser jogado de volta a uma tormenta. O lar, que deveria ser o refúgio, o lugar mais calmo, era o lugar por ele mais detestado. Sair dali. Fora o que sempre quis. Então, estava lá, de repente, arremessado de volta ao lugar que odiava. A casa pobre. O menino mais pobre da sala de aula. O cara que nunca tinha grana para
Sair com os amigos. Que inventava desculpas ou dizia que não gostava disso ou daquilo na lanchonete.
—”… vem, princesinha! — bradou o valente fidalgo. — Saia da escuridão e vamos embora daqui. Não tenha medo princesinha, pois eu já matei o dragão e venci a malvada bruxa. Já limpei o caminho até nosso ensolarado castelo onde te espera o amor e a compreensão. Vem, princesinha! Deixa essa cela escura e me dê à mão”. — declamou o pai

de Mariana, emocionado, olhando para a pequena princesinha que, finalmente, por obra divina, atendia seu chamado e apertava-lhe a mão.

16 escritores que mais faturaram em 2013

Em agosto a Forbes divulgou sua tradicional lista com os escritores mais bem pagos de 2013, confira agora no blog os 16 autores com maior faturamento:

1- E.L. James $95 milhões
2 – James Patterson $91milhões
3 – Suzanne Collins $55 milhões
4 – Bill O’Reilly $28 milhões
 5 – Danielle Steel $26 milhões
 6 – Jeff Kinney $24 milhões
7 – Janet Evanovich $24 milhões
8 – Nora Roberts $23 milhões
9 – Dan Brown $22 milhões

10 – Stephen King $20 milhões

11 – Dean Koontz $20 milhões

12 – John Grisham $18 milhões
13 – David Baldacci $15 milhões

14 – Rick Riordan $14 milhões

15 – J.K. Rowling $13 milhões

16 – George R.R. Martin $12 milhões 

Os valores são obtidos através de estimativas e informações de vendas das publicações, a Forbes também coleta dados de entrevistas com autores, agentes, editores e outros profissionais do ramo. Os valores são computados entre o mês de Junho de 2012 e Junho de 2013. 

E você leitor, contribuiu para qual dos milionários acima?

Boa leitura


Casa de Livro

O CEMITÉRIO – STEPHEN KING

Mais uma vez surpreendida por Stephen King. Confesso que não li muitas obras de tal autor, porém as que tive a oportunidade de conhecer adorei. O cemitério, assim como Os Olhos do Dragão, já comentado aqui na casa de livro, sem dúvidas entrou para a lista dos que eu mais gostei.
Em O Cemitério, somos transportados para a pacata vida de Louis Creed.
Louis, ou Lou como era chamado por seus entes queridos, era um médico que foi convidado para trabalhar na enfermaria de uma universidade na tranquila cidade de Ludlow.
Querendo realmente mudar um pouco o rumo de sua vida, e conhecer novos lugares, ele juntamente com sua esposa Rachel e seus dois filhos: Ellie e Gage, foram para a cidade de Ludlow em busca de uma nova vida. Mas eles não poderiam imaginar o que estava prestes a acontecer.
A cidade era pacata, incrível, os vizinhos adoráveis. Um lugar onde Louis e Rachel estariam tranquilos para criar e educar seus filhos. Mas aquela cidade guarda segredos que ninguém consegue imaginar.
Jud Crandall, vizinho do casal Creed, foi conhecê-los no próprio dia da mudança. Louis gostou de cara do velho, era simpático e foi logo convidando o Dr. para tomar umas cervejas com ele a noite.
Ele então contou sobre o cemitério de bichos, ou melhor, “simitério” de bichos. Ellie tinha um gato, Church e logo quis saber mais sobre o lugar.
 Jud então levou a família inteira para que pudessem conhecer, mas aquele lugar sinistro e mágico acabaria arruinando a vida daquela família, até então, feliz.

Os dias passaram sem muitas surpresas. Até que Rachel e os filhos foram para a casa dos pais dela, e deixaram Louis sozinho em Ludlow.
Esse foi o início do fim.
A avenida em frente à casa de Louis era muito movimentada. Vários animais de estimação já morreram ali durante o decorrer dos anos.
E Church, foi uma de suas vítimas. A princípio ele não sabia como iria a dar noticia a sua filha Ellie. Foi então que Jud disse que o ajudaria a enterrar o gato em um lugar, mas que era melhor ele não contar nada a sua filha por enquanto.
Foi então que Louis, carregando o bixano de sua filha, conheceu o cemitério micmac, que ficava além do simitério de bichos.
Mesmo exausto de tanto andar, e de carregar o peso de Church, parecia que aquele lugar o chamava, o prendia ali.
Louis enterrou o gato, e foi para casa.
Foi então que uma surpresa aconteceu, Church apareceu. Ele estava em casa, junto com Louis.
O gato que ele enterrou com tanto esforço, que ele viu morto, estava ali diante de seus olhos.
O médico tentou encontrar várias explicações racionais para aquilo que estava acontecendo, mas ele sabia que não tinha explicação. O gato voltou diferente meio abobalhado e com cheiro de Terra, no entanto era Church. Ele voltou para casa, para Ellie. Jud Crandall o fez voltar.
Louis nada disse a sua filha nem a sua esposa, aquele foi um segredo que guardou consigo, mas foi pedir explicações para Jud.

Foi então que descobriu as mais loucas e sinistras histórias sobre o cemitério micmac. Se era verdade ele não poderia jurar, mas o gato estava ali como prova de que o lugar tinha sim uma espécie de poder ou maldição.
Mais uma vez a vida da família estava normal. Todos voltaram de viagem e foram encontrar o pai. Ellie achou Church um pouco estranho, mas para uma menina de cinco anos, não se preocupou tanto com isso.
Gage com seus quase dois anos de vida, só pensava em brincar e correr.
E em uma dessas corridas, que Louis não conseguiu segurar o filho e ele foi morto assim como Church, na avenida em frente a sua casa.
Seu filho Gage, de apenas dois anos, com toda uma vida pela frente. Morto.
Louis se vê perdido, sem saber o que fazer.
Ele sabe que sua filha e sua esposa, passando pela mesma dor, precisam dele. Mas é impossível ajudar ou consolar alguém, ele não tem forças.
O cemitério Micmac tem poderes, e estão chamando, clamando por Louis, para que ele possa alimentá-lo.
Agora um pai com o coração em pedaços se vê diante de uma escolha terrível.
Ele deve escolher entre agir com a razão, ou deixar que a loucura dentro dele comande seu corpo e seu coração.
Uma obra maravilhosa que nos prende do começo ao fim. Onde Stephen King usa e abusa de elementos místicos e surreais para compor uma trama tão detalhada, que é como se o leitor estivesse sentindo todo o poder daquela cidade amaldiçoada.
Casa de Livro Recomenda.

E Jesus disse a eles: “Nosso amigo Lázaro dorme, mas vou até lá, porque posso despertá-lo de seu sono!”.


Titulo: O Cemitério.
Titulo Original: Pet Sematary
Autor: Stephen King
Ano: 1983
Páginas: 612
Editora: Ponto de Leitura.

Boa Leitura,

Casa de Livro Blog.


Karina Belo

Ellie estava devidamente alertada, impressionada mesmo, mas não com medo, Louis constatou. Rachel, porém, contemplava Jud com ar inquieto, e Louis também se sentiu um tanto apreensivo. Era, ele supunha, o medo quase instintivo que as pessoas criadas na cidade têm das florestas.

Rachel tinha gritado de novo: Gage, volte, não CORRA!
Mas Louis não perdeu tempo. E foi se aproximando cada vez mais, cada vez mais de Gage, e , sim, uma daquelas coisas realmente aconteceu: de algum lugar, lá no fim da estrada, veio o ronco de um caminhão se aproximando…
Oh, meu bom Deus, oh meu bom Jesus, deixe-me pegá-lo, não deixe que ele passe para a estrada.

Alguma coisa está querendo me fazer dormir… Hipnotizando-me… Não quer que eu fique acordado. Porque ele logo estará de volta. Sim, eu sinto isso. E alguma coisa quer me deixar fora do caminho.

Os passos cessaram bem nas suas costas.
Silêncio.
A mão fria caiu no ombro de Louis. A voz de Rachel era um chiado que parecia cheio de terra.

– Querido – disse a coisa.

NIVALDO JOAQUIM – Cadeira de Balanço

Cadeira de Balanço

Cinco mulheres, histórias distintas, mas que em uma esfera comum, de uma certa forma criou-se uma conexão entre elas, pois todas possuíam um espírito vencedor, a superação sempre prevalecia, atravessando barreiras e vencendo obstáculos, que até outrora eram intransponíveis.
Estela, Clara, Ruth, Silvana e Leticia. Contam suas trajetórias, que certamente é um grande presente do autor Nivaldo Joaquim. Um grande ganho para a literatura nacional, fazendo com que o leitor passe por aventuras incríveis, e será impossível não se identificar com pelo menos uma de suas personagens. O escritor se revela um exímio contador de histórias, em uma linguagem simples e direta, nos trás sentimentos que vão do amor ao ódio, trazendo ao leitor ensinamentos que, certamente podem ser utilizados em nossa vida real, e que, independente do tamanho que seja a sua decepção ou problema, a superação pode prevalecer, aprendendo que pelo simples fato de não desistirem, poderão alcançar a tão almejada vitória.
Michel Strass, de posse de seu cavalo Bragado, em uma de suas aventuras, fazendo com que o leitor também cavalgue junto e aprecie a bela paisagem através da maestria de palavras do autor, encontra Luz, uma senhora misteriosa que não estava aberta a responder tantos questionamentos, mas tinha muitas histórias para contar, alguém que aparentemente já havida sido muito surrada pela vida, uma senhora dotada de muita sabedoria, que entrega a Michel a única resposta, na qual ele realmente necessitava, resposta essa para todas aquelas perguntas que a vida insiste em esconder.
No final da obra, o autor nos deixa um legado, uma voz experiente de um novo escritor, trazendo ensinamentos baseados em nossa realidade, seja na vida profissional, amorosa ou familiar, nos mostrando também, onde podemos encontrar nossos maiores valores.
Um livro com alma positiva, que com muito otimismo ajudará o leitor a seguir, independente do problema que o assola, nunca fugindo da realidade, e cada conto que se passa ali, naquela cadeira de balanço, irá marcar o leitor de uma forma muito especial.



Casa de Livro agradece a cortesia do autor, este que nos enviou a obra, e que além do excelente conteúdo em suas palavras, também merece elogios pela escolha da Litteris Editora, por todo o trabalho de editoração, qualidade visual e acabamento que o exemplar apresenta.



Boa Leitura

Casa de Livro Blog

Sidney Matias

Autor: Nivaldo Joaquim
Titulo: Cadeira de Balanço
Páginas: 104
Editora: Littéris / Quártic

 

(…)
— E estas bonecas, elas gostam de ficar se balançando nesta cadeira?
— Acho que sim. Nunca reclamaram. Elas são minhas amigas, foram feitas pela minha avó Luz. Está vendo estes envelopes nesta caixa?
— Sim estou. Ia perguntar o que era.
— Sabia disso, o senhor adora perguntas. São envelopes, não está vendo?
— Tudo bem Sol eu sei que são envelopes, mas o que tem nestes envelopes? …

(Michel e Sol – Cadeira de Balanço)

**

(…)  
— Doutora. Por favor, não vá agora.
Era a voz de mulher, estava um pouco rouca, parecia sem forças. Voltei meu olhar para onde vinha aquela voz e do meio de alguns pedaços de papelão levantou-se uma mulher que me disse:
— Clara preciso de sua ajuda. Muito mais do que para trabalhos escolares para eu passar de ano. Preciso de sua ajuda para voltar a viver.
(Clara e Carol – Cadeira de Balanço)


A GAROTA DO DIQUE – Um Conto de Fadas Sombrio – (G Norman Lippert)

A Garota do Dique, uma história cativante criada e ilustrada por G Norman Lippert, me surpreendeu por seu tema obscuro e por seus detalhes em magia que prendem o leitor do começo ao fim.
Petra Morgansteern é uma garota simples, que perdeu os pais muito nova. Criada pelo seu avô Warren, ela teve todos os cuidados necessários, mas sempre sentiu falta de uma mãe para conversar.
Os Morgansteern eram magos, feiticeiros, bruxos. E com Petra não foi diferente, ainda pequena ela foi descobrindo todos os seus dons e poderes.
Warren sempre esteve ao lado de sua neta, orientando-a e ajudando a mesma com suas dúvidas sobre seu lado mágico. Mas quando ele conheceu Fílis, uma mulher viúva assim como ele e com uma filha recém-nascida, o tormento de Petra começou.
Fílis não aceitava a magia, em sua concepção, Petra era uma bruxa, e ela não queria a garota perto de Isabela, sua filha.
E a mulher também obrigou Warren a abdicar de todos os seus poderes.
Petra achou tudo injusto, mas ela era apenas uma criança, e se seu avô estava apaixonado por aquela mulher, ela não poderia impedi-lo de fazer algo de sua própria escolha.
Agora então, ela sozinha. Petra acaba indo estudar numa escola para bruxos, onde se desenvolve, e descobre que é ainda mais poderosa do que imaginava. E que ela também tem a possibilidade de trazer seus pais de volta para o mundo humano.
Mas como isso seria possível?
Petra depois de anos, já uma mulher formada, decide voltar para a fazenda de seu avô. Ela sabe que tem algo errado com Fílis, e irá descobrir enquanto protege Isa e vovô Warren, de perto.

A garota procura ajudar  seu avô em todos os afazeres, e também brinca muito com Isa, que a considera uma irmã.
A pequena Isa é tão maltratada por sua mãe, que deixa Petra com um ódio fora do normal, ela só não acabou com a vida da mulher ainda, pois Isa e Warren são apaixonados por ela.
Mas as coisas estão mudando. Petra voltou para proteger as duas pessoas mais importantes de sua vida. E irá fazê-lo.
O que Fílis anda tramando?
Petra conseguirá se livrar dela, e salvar seu avô das garras de uma mulher demoníaca?

Isa conseguirá entender que Petra só quer ajudá-la?
Em seu desespero para proteger Isabela dos crescentes ataques de raiva de Fílis, Petra se esforça para equilibrar as forças que anseiam dominar seu coração. Irá ela se apegar às decisões que já tomou, sobrepondo o bem aos seus mais íntimos desejos, ou aos fantasmas do poder e da vingança, sempre maquinando nas profundezas de sua mente?
E o mais importante, Petra irá ceder à tentação de trazer seus pais de volta ao mundo dos vivos?
Uma escolhe que pode mudar o rumo da história, o rumo de sua vida.

A Garota do Dique é um conto de fadas totalmente fora do padrão. Vale a pena apreciar.
Casa de Livro Recomenda!

Titulo: A Garota do Dique. Um conto de Fadas Sombrio.
Autor: G. Norman Lippert
Ano: 2008
Páginas: 81

Boa Leitura.

Casa de Livro Blog.

Karina Belo.


— Isso é porque Petra é uma insolente praticante de uma coisa antinatural. Não teremos nada dessa bruxaria infernal nessa casa, como bem sabe. Seja como for, o que sua irmã escolheu fazer nessa horrível escola é assunto inteiramente dela, mas estes dias acabaram, e se foram bem tarde. Já está na hora de sua irmã encontrar algo útil para fazer com a sua vida. Não permitirei esse tipo de coisas debaixo do meu teto, e seu avô está completamente de acordo comigo.

Essa era sua ideia de uma brincadeira, mas Petra não sorriu. Ela sabia do fato que seu avô não podia negar totalmente o seu sangue mágico, ainda assim depois de que quebrou a sua varinha em pedaços e queimou-a no fogão (e esse havia sido um pequeno fogo colorido). A varinha não fazia o mago mais do que um envelope fazia uma carta. Warren Morganstern podia evidentemente ler mentes, nem que seja de uma forma vaga e nebulosa, e essa habilidade parecia só ter aumentado agora que ele negava qualquer outra expressão de sua natureza mágica. Petra não acreditava que nem ele mesmo soubesse disso, mas ela tinha visto essa habilidade em inumeráveis ocasiões.

Não importa onde você estaria agora. Talvez o Guardião teria mantido sua promessa a você; afinal, você viu sua mãe parada na borda do poço, não viu? Mas, de novo, talvez não. Você nunca saberá. Mas você sabe de uma coisa: você escolheu não fazer aquilo. Você foi interrompida.
Influenciada. No fim, você foi manipulada por aquele garoto, James, do mesmo jeito que foi manipulada pelo Guardião. Você nunca saberá o que teria escolhido por si própria. Ou quais seriam as consequências daquela escolha.

Nós podemos dormir numa cama de folhas, disse Petra à pequena fagulha. Assim como você disse. Nós podemos dormir à luz das estrelas, com ninguém nos observando a não ser a lua. Não seria legal? Nós podemos ir embora, como você desejou naquele dia, quando você olhou para a Árvore dos Desejos. Podemos ir só você, eu e a lua, para todo o sempre. Mas você tem que voltar, Isa. Volta, por favor…


GREGOR: O GUERREIRO DA SUPERFÍCIE – SUZANNE COLLINS

É incrível quando conseguimos nos emocionar, e nos identificar loucamente com um livro de magia. Mais uma vez Suzanne Collins mostrou que realmente nasceu para escrever.
Aqui no Blog Casa de Livro já contamos com sua série Jogos Vorazes, publicada. Uma trilogia que deu o que falar, e que conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo.
Porém muitos não sabiam, que essa habilidosa autora, já havia escrito uma outra série. As Crônicas do Subterrâneo. E é com grande orgulho que eu, da equipe Casa de Livro, venho a comentar sobre cada volume dessa magnífica jornada por uma Terra onde criaturas míticas, irão deixá-los sem fôlego. Apresento agora a todos vocês, Gregor, o Guerreiro da Superfície.
Gregor é um garoto de origem humilde, que mora com sua família em um pequeno apartamento em Nova York. No local moravam, o garoto de onze anos, sua avó já idosa e doente, sua mãe que trabalhava duro para sustentá-los, e as duas irmãs. Lizzie de nove anos, e Boots, ou melhor, Margareth de dois anos.
Gregor sofria com o desaparecimento de seu pai. Há mais de dois anos ele simplesmente sumiu. Sua mãe ficou desolada e o garoto com apenas nove anos de idade teve que ajudar a tomar conta de sua família. Hoje com onze, ele não pode mais ser considerado uma criança. Com sua vida cheia de problemas e um pai ausente, ele teve que amadurecer e encarar as responsabilidades, sem nem ao menos conhecer nada da vida.
Certo dia, Gregor foi até a lavanderia de seu prédio. Boots, sua pequena e inseparável irmãzinha o acompanhou até o local.
E foi quando a garotinha estava brincando perto de uma abertura estranha na parede, que a aventura de Gregor deu início.
Ele e sua irmã foram sugados por aquela “porta”. E o caminho era extremamente extenso, ele nunca demorou tanto para cair.
O garoto pensou que sua vida estava chegando ao fim, aquele seria seu último momento de vida. E Boots, tão pequena, também estaria perdida. Foi quando ele sentiu seus pés tocarem o solo, que tudo ficou ainda mais confuso na mente de Gregor. Pois ele se deparou com baratas gigantes, que falavam e que sabiam quem ele era.
Como isso era possível?

As Baratas, contaram ao menino que ele estava no subterrâneo e decidiram levá-los para os humanos. Boots logo fez amizade com aqueles “bixo gande” que ali naquele mundo mágico eram conhecidos como rastejantes.
Quando eles se encontraram com os humanos, Gregor ficou fascinado. Eles eram de uma brancura incrível, os olhos cor de violeta e as roupas um tanto inusitadas.
Luxa, foi a primeira a conversar com o garoto, e ele não gostou nada nada de sua arrogância. Quem aquela menina metida a besta achava que era?
Foi então que Vikus apareceu e os apresentou. Luxa era nada menos que a rainha do subterrâneo.
Gregor e Boots foram levados para o palácio, em uma cidade subterrânea que se chama Regália. Lá eles foram tratados, alimentados, e limpos. O cheiro dos humanos da superfície poderia atrair roedores, ratos gigantes, que estavam loucos para começar uma terrível Guerra, guerra essa que estava mais próxima do que todos poderiam imaginar.
A principio o menino só queria voltar para casa. Ele sofreu com sua mãe quando seu pai desapareceu e sabia que agora ela estava novamente sofrendo pelos filhos. Ele não conseguia suportar a ideia de que sua mãe estaria sofrendo tamanha dor.
Quando ele pediu para ir embora, ninguém deixou. Gregor então imaginou que estavam sendo mantidos prisioneiros e tentou fugir, ele criou um plano mirabolante em sua cabeça e tentou executar, mas quase saíram mortos. Se não fosse por Luxa e os habitantes daquela cidade, os irmãos teriam sido devorados pelos ratos.

Foi então que ele descobriu que não eram prisioneiros, e sim considerados Guerreiros, e Boots uma princesa.
Há muito tempo atrás, Bartholomew de Sandwich, escreveu uma profecia sobre aquele lugar. Ele disse que um guerreiro desceria ao subterrâneo para salvar os humanos das garras dos roedores, e para resgatar uma figura perdida. E a figura perdida, era o pai de Gregor. O Pai que estava desaparecido a mais de dois anos, que fez a sua família sofrer a dor de perdê-lo, o Pai que eles tanto amavam, e que foi sugado pela mesma abertura que seus filhos.
Mas estaria ele ainda vivo?
Vikus imagina que sim, o pai dele era um homem da ciência, os ratos o manteriam vivo para conseguirem formular armar para acabar com Regália.
Juntos então se juntam para salvar o pai do Guerreiro. Juntos eles descobrirão verdade sobre o mundo subterrâneo que ninguém conhecia. Juntos eles entenderão o valor da amizade e da lealdade.
Humanos, Rastejantes, Voadores, Fiandeiros e Roedores, se juntaram para um bem maior, e farão a diferença entre muitos.
Gregor conseguirá manter sua irmã viva?
A profecia diz que quatro morrerão. Gregor estaria entre eles?
O pai estaria ainda vivo? Como resgatariam?
E como esta sua mãe na superfície, ela irá aguentar até que eles voltem?
Quanto tempo já seu passou?
Em um lugar escuro, úmido e fatal. Duas crianças irão até o fim para salvar seu pai e uma cidade que está em perigo.
Reis, Rainhas, criaturas maquiavélicas, todas prontas para matar.
Como diriam as incríveis rastejantes: Qual será o destino de Gregor da superfície, Qual será?
Esse foi o nosso comentário para o primeiro volume da série. Que já foi incrivelmente bela. Continue nos acompanhando, logo mais teremos os outros volumes.
E ao contrário de Gregor, nós não vamos querer mais sair do subterrâneo.
Casa de Livro Recomenda.


Profecia:
Cuidado, subterrâneos, o tempo.
Escorre pela peneira.
Os caçadores são caçados.
A água corre vermelha.
Os roedores atacarão para espalhar destruição.
A esperança dos desesperados reside numa missão.
Um guerreiro da superfície, do Sol ele é filho,
Poderá nos trazer de volta a luz,
Poderá nos trazer o vazio.
Mas reúnam seus vizinhos e sigam seu chamado
Ou pelos ratos cada um de nós será devorado.
Dois de cima, dois de baixo,
De sangue Real nas veias
Dois voadores, dois rastejantes, aceitam.
Dois fiandeiros de teias.
Um roedor ao lado e um perdido adiante.
E oito sobrarão ao contar.
Os mortos e os rastejantes.
O último a morrer escolherá de que lado está.
O destino dos oito em suas mãos ficará.
Digam para ele ter cuidado.
Para olhar onde pula,
Pois vida pode ser morte e na morte
A vida outra vez circula.

Titulo: Gregor: O Guerreiro da Superfície.
Titulo Original: Gregor the Overlander.
Autora: Suzanne Collins
Ano: 2003
Páginas: 300
Editora: Galera
Boa Leitura.
Casa de Livro Blog.
Karina Belo

Aqui só vivem pessoas, ou vivem baratas e morcegos também? – Gregor indagou.
– Esta é uma cidade de humanos. Os outros têm suas próprias cidades, ou talvez “terras” seria um termo mais exato – explicou Vikus. – A maior parte do nosso povo vive aqui, porém alguns vivem nos subúrbios, se seus empregos assim determinarem. Lá está nosso palácio – disse Vikus, apontando uma enorme fortaleza circular na borda oposta do vale. – É para lá que nós vamos.

O grupo rapidamente se preparou para partir. Temp e Tick se negaram terminantemente a montar qualquer morcego sem Boots. Isso provocou uma breve discussão, porque Boots tinha de voar com Gregor, e aquilo significava que um morcego teria de levar ambos os habitantes da Superfície e as duas baratas. Os morcegos podiam aguentar o peso, mas isso significava que quatro passageiros inexperientes ficariam sozinhos no mesmo morcego.

– Bem, prefiro pensar em mim mesmo como uma lenda, mas suponho que “guia” seja suficiente – disse uma voz grave e experiente, vinda das trevas.
Gregor virou o facho de luz da lanterna na direção do som.
Encostado na boca do túnel estava um rato com uma cicatriz diagonal no rosto. Gregor precisou de apenas um instante para reconhecê-lo como sendo o rato que Vikus havia derrubado no rio.
– Bem, sendo assim, Gregor, eu sei qual é o presente que eu gostaria de lhe dar, mas você só poderá encontrá-lo em si mesmo – Vikus concluiu.
– E o que é?

– Esperança – Vikus revelou – haverá momentos em que ela será muito difícil de encontrar. Tempos em será muito mais fácil escolher o ódio, em vez dela. Mas se você quiser encontrar a paz, você terá primeiro que ter a esperança de que ela é possível.


OS PERSONAGENS MAIS MAL-HUMORADOS DA LITERATURA.

Iremos apontar agora, entre personagens literários conhecidos, quais eram os mais mal-humorados da história da literatura universal. Na lista, aparecem personagens dos mais díspares perfis, comum entre eles apenas o mau-humor crônico. Espero que aproveitem, e que comentem caso conheçam alguns da nossa lista. Boa Leitura.

Holden Caulfield, personagem de “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger –  (Editora do Autor)


“Não sei direito o nome da música que ele estava tocando quando entrei, mas só sei que ele estava esculhambando mesmo o troço pra valer. Dando uma porção de floreios imbecis nos agudos e outras palhaçadas que me aporrinham pra chuchu. Mas valia a pena ver os idiotas quando ele acabou. Era de vomitar. Entraram em orbita, igualzinho aos imbecis que riem como umas hienas, no cinema, das coisas sem graça. Juro por Deus que, se eu fosse um pianista, ou um autor, ou coisa que o valha, e todos aqueles bobalhões me achassem fabuloso, ia ter raiva de viver. Não ia querer nem que me aplaudissem. As pessoas sempre batem palmas pelas coisas erradas. Se eu fosse pianista, ia tocar dentro de um armário.”


José Severo, personagem de “O Ventre”, de Carlos Heitor Cony – (Companhia das Letras)
“Só creio naquilo que possa ser atingido pelo meu cuspe. O resto é cristianismo e pobreza de espírito. Não creio nos sentimentais encabulados, nos líricos disfarçados que se benzem quando os raios caem. Meu materialismo é integral. Nasceu no mesmo ventre que me concebeu. Mas voltemos ao irmão. Dentro da predestinação que fez Caim matar o inocente Abel e Jacó passar o conto-do-vigário em Esaú, o torturado irmão foi coisa que sempre desprezei. Nunca fiz indagações em torno de nossas diferenças. Sei, o problema é dos muitos que aguçam a ignorância dos sábios e demais desocupados que teimam explicar coisas inexplicáveis, como a vida. Não sou entendido em cromossomos. O que sei de genética é pouco mas divertido: está espalhado nos mictórios do mundo.”

Homem do subsolo, personagem de “Memórias do Sub­solo”, de Fiódor Dostoiévski (Editora L&PM)

“Não apenas não consegui tornar-me cruel, como também não consegui me tornar nada: nem mau, nem bom, nem canalha, nem homem honrado, nem herói, nem inseto. Agora vivo no meu canto, provocando a mim mesmo com a desculpa rancorosa e inútil de que o homem inteligente não pode seriamente se tornar nada, apenas o tolo o faz. Sim, senhores, o homem do século XIX que possui inteligência tem obrigação moral de ser uma pessoa sem caráter; já um homem com caráter, um homem de ação, é de preferência um ser limitado. Essa é a minha convicção aos quarenta anos. Tenho agora quarenta. E quarenta anos é toda uma vida, é a velhice mais avançada. Depois dos quarenta é indecoroso viver, é vulgar, imoral.”

Arturo Bandini, personagem de “Pergunte ao Pó”, de John Fante (Editora José Olympio)

“Caro Sammy, aquela putinha esteve aqui esta noite; você sabe, Sammy, a pequena sebenta com o corpo maravilhoso e a mente de um retardado. Entregou-me certos alegados textos supostamente escritos por você. Além do mais, afirmou que o homem da foice está vindo ceifá-lo. Sob circunstâncias normais, eu chamaria esta de uma situação trágica. Mas tendo lido a bílis que os seus manuscritos contêm, deixe-me falar para o mundo em geral e dizer imediatamente que a sua partida é uma sorte para todo mundo. Você não sabe escrever, Sammy. Sugiro que se concentre na tarefa de colocar sua alma idiota em ordem nestes últimos dias antes de deixar um mundo que vai suspirar aliviado com a sua partida.”

Heathcliff, personagem de “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë – (Editora Landmark)

“Não tenho dó nem piedade, quanto mais os vermes se retorcem, mais desejo sinto eu de lhes revolver as entranhas! É como uma espécie de dor de dentes moral; quanto mais a dor aumente, mais trinco os dentes! (…) O incômodo que me causa sua presença ultrapassa em muito o prazer que eu possa sentir em atormentá-la. (…) Eu sei que você procedeu infernalmente comigo… infernalmente, está ouvindo? E se tem a ilusão de que não apercebi disso, não passa de uma tonta! E se cuida que me consolo com palavrinhas amáveis, é uma idiota! E se imagina que vou ficar sofrendo sem tirar vingança, hei de convencê-la do contrário, e muito em breve!”

Henry Chinaski, personagem de “Misto Quente”, de Charles Bukowski (Editora L&PM)

“Eu não tinha interesses. Eu não tinha interesse por nada. Não fazia a mínima ideia de como iria escapar. Os outros, ao menos, tinham algum gosto pela vida. Pareciam entender algo que me era inacessível. Talvez eu fosse retardado. Era possível. Frequentemente me sentia inferior. Queria apenas encontrar um jeito de me afastar de todo mundo. Mas não havia lugar para ir. Suicídio? Jesus Cristo, apenas mais trabalho. Sentia que o ideal era poder dormir por uns cinco anos, mas isso eles não permitiriam. (…) Eu gostava do lugar, tinha grandes árvores que davam sombra, e desde que algumas pessoas haviam me dito que eu era feio, sempre preferia a sombra ao sol, a escuridão à luz.”

Paulo Honório, personagem de “São Bernardo”, de Graciliano Ramos (Editora Record)

“Sou, pois, o iniciador de uma família, o que, se por um lado me causa alguma decepção, por outro lado me livra da maçada de suportar parentes pobres, indivíduos que de ordinário escorregam com uma sem-vergonheza da peste na intimidade dos que vão trepando. Se tentasse contar-lhes a minha meninice, precisava mentir. Julgo que rolei por aí à toa. Lembro-me de um cego que me puxava as orelhas e da velha Margarida, que vendia doces. O cego desapareceu. A velha Margarida mora aqui em São Bernardo, numa casinha limpa, e ninguém a incomoda. Custa-me dez mil-réis por semana, quantia suficiente para compensar o bocado que me deu. Tem um século, e qualquer dia destes compro-lhe mortalha e mando enterrá-la.”

Ebenezer Scrooge, personagem de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens – (Editora L&PM)

“Scrooge era um tremendo pão duro! Um velho sovina, avarento, mesquinho, unha-de-fome e ganancioso! Duro e áspero como uma pedra de amolar, não era possível arrancar dele a menor faísca de generosidade. Era solitário e fechado como uma ostra. A sua frieza congelou o seu rosto e encompridou ainda mais o seu nariz pontudo, murchou suas bochechas e endureceu seu caminhar; deixou seus olhos vermelhos, azulou seus lábios finos e tornou ferino o tom de sua áspera voz. Uma camada de gelo cobria sua cabeça, suas sobrancelhas e seu queixo áspero. Onde ia, levava consigo sua frieza, que gelava o escritório nos dias mais quentes do ano e não degelava nem um grau no Natal. O frio e o calor tinham pouca influência sobre Scrooge. Calor algum podia aquecê-lo e nem o vento de inverno esfriá-lo.”

 Deus, personagem da “Bíblia”, no Velho Testamento


“Disse a Moisés: Toma todos os príncipes do povo, e pendura-os em forcas contra o sol: para que o meu furor se aparte de Israel. (…) Matai pois a todos os machos, ainda os que são crianças; e degolai as mulheres que tiveram comércio com os homens. Mas reservai para vós as meninas e todas as donzelas. (…) E o Senhor nosso Deus no-lo entregou: e nós o derrotamos com seus filhos e com todo o seu povo. Tomamos-lhe ao mesmo tempo todas as suas cidades, mortos os seus habitantes, homens mulheres e meninos: e nela não deixamos nada. (…) Mas eles matarão as crianças com as suas setas, e não se compadecerão das mães em cujo ventre elas andarem, e a seus filhos não perdoará o olho deles. (…) E dar-lhes-ei a comer as carnes de seus filhos, e as carnes de suas filhas: e cada um comerá a carne de seu amigo, no cerco, e no aperto, em que os terão encerrados os seus inimigos, e os que buscam as almas deles.”

Boa Leitura.

Casa de Livro Blog.

OS DEZ LIVROS MAIS VENDIDOS DA HISTÓRIA.


Casa de Livro nos mostra agora os dez livros mais vendidos da história. De acordo com pesquisas de mercado e publicações de livros, realizadas ao longo dos anos, foi possível identificar os livros mais famosos e vendidos no mundo em todos os tempos.

Bem Vindos agora, junto com a Casa de Livro, vamos dar uma volta ao mundo literária.

               DOM QUIXOTE ( Miguel de Cervantes)

Publicado em Madrid em 1605, “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, é composto de 126 capítulos, divididos em duas partes. O livro narra a história de Dom Quixote de La Mancha, um cavaleiro errante que perdeu a razão e, junto com seu fiel escudeiro Sancho Pança, vive lutas imaginárias. Estima-se que tenha vendido entre 500 e 600 milhões de cópias.

                            
     O CONDE DE MONTE CRISTO ( Alexandre Dumas )

Publicado em 1844, “O Conde de Monte Cristo é, juntamente com “Os Três Mosqueteiros”, a obra mais conhecida de Alexandre Dumas e uma das mais celebradas da literatura universal”. O livro narra à história de um marinheiro que foi preso injustamente. Quando escapa da prisão, e toma posse de uma misteriosa fortuna e arma um plano para vingar-se daqueles que o prenderam. Estima-se que tenha vendido entre 200 e 250 milhões de cópias.


    UM CONTO DE DUAS CIDADES ( CHARLES DICKENS)

Publicado em 1859, “Um Conto de Duas Cidades”, de Charles Dickens, é um romance histórico que trata de temas como culpa, vergonha e retribuição. O livro cobre o período entre 1775 e 1793, da independência americana até a Revolução Francesa. Dickens evita o posicionamento político, centrando a narrativa nas observações de cunho social. Estima-se que tenha vendido entre 180 e 250 milhões de cópias.

     O PEQUENO PRÍNCIPE ( Antoine de Saint-Exupéry )

Publicado em 1943, “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, é uma das obras mais traduzidas da história. Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente. Estima-se que tenha vendido entre 150 e 180 milhões de cópias.

              J.R.R . TOLKIEN ( O Senhor dos Anéis )

Publicado em três volumes entre 1954 e 1955, “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, é um romance de fantasia que ocorre em um tempo e espaço imaginários. A história narra o conflito entre raças para evitar que um anel poderoso volte às mãos de seu criador, o senhor do escuro. Estima-se que tenha vendido entre 150 e 170 milhões de cópias.

 HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL (J.K Rowling )

Publicado em 1997, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” é o primeiro volume da série Harry Potter, da britânica J. K. Rowling. O livro narra à história de um garoto órfão que vive infeliz com seus tios. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Estima-se que tenha vendido entre 110 e 130 milhões de cópias.

     O CASO DOS DEZ NEGRINHOS ( Agatha Christie )

Publicado em 1939, “O Caso dos Dez Negrinhos”, de Agatha Christie, é o maior clássico moderno das histórias de mistério. Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana numa ilha. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis se sucedem. Estima-se que tenha vendido entre 90 e 120 milhões de cópias.

      O SONHO DA CÂMARA VERMELHA ( Cao Xueqin )

Publicado em meados do século 18, “O Sonho da Câmara Vermelha”, de Cao Xueqin, é uma das obras-primas da literatura chinesa. O livro faz um relato detalhado da aristocracia chinesa da época. Acredita-se que o conteúdo da história seja autobiográfico descrevendo o destino da própria família do escritor. Estima-se que tenha vendido entre 80 e 100 milhões de cópias.

O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA ( C.S Lewis )

Publicado em 1950, “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa” é um romance infantil do escritor britânico C.S. Lewis. O livro narra à história de quatro irmãos que vivem na Inglaterra durante a 2ª Guerra Mundial. Em uma de suas brincadeiras descobrem um guarda-roupa que leva quem o atravessa ao mundo mágico habitado por seres estranhos, como centauros e gigantes. Estima-se que tenha vendido entre 75 e 90 milhões de cópias.

            ELA, A FEITICEIRA ( Henry Rider Haggard )

Publicado em 1887, “Ela, a Feiticeira” é um livro de aventura e fantasia do escritor britânico Henry Rider Haggard. O livro narra às aventuras de dois amigos numa região inexplorada da África, onde encontram uma civilização perdida, na qual reina uma misteriosa feiticeira chamada Ela. Estima-se que tenha vendido entre 70 e 80 milhões de cópias.

Boa Leitura.

Casa de Livro Blog.

LEMBRANÇAS DA MEIA – NOITE – Sidney Sheldon

Mais um Best-Seller do mestre Sidney Sheldon, iremos comentar, sobre uma das mais alucinantes continuações do mundo literário. Lembranças da meia-noite, nos leva novamente para a vida de Catherine.
Ela que sofreu tanto em Outro Lado da Meia-Noite, esta de volta e irá se encontrar agora com Constantin Demiris.
Qual será o destino de Catherine?
Casa de Livro nos mostra agora, a continuação da saga de Noelle Page, Larry Douglas e Catherine Alexander.
Noelle, que foi a principal personagem do primeiro volume, era extremamente ambiciosa, e não poupou esforços para alcançar seus objetivos. Essas características já nasceram com ela, e percebemos isso logo nas primeiras páginas do livro.
Quando a Catherine a situação é diferente, a personagem vai conquistando suas características ao longo da história.
Catherine que a princípio era ingênua, fraca e sem amor próprio. Mas com o desenrolar da obra se transforma em uma mulher esperta, corajosa e até mesmo, ambiciosa.

Agora depois de um ano, Cathy que estava em um convento, rodeada pelo silêncio das freiras simpáticas, começa a recobrar a sua consciência.
Os pesadelos nunca a abandonaram, pelo contrário, foram se tornando cada vez piores e mais cruéis.
Agora ela começa a lembrar de fragmentos de seu passado. Cathy sabe que sua vida não se resume aquele convento, ela precisa e irá sair daquele lugar.
Constantin Demiris que estava mantendo-a presa decide então ajudá-la, mas ele só tem uma coisa em mente. Terminar de se vingar.
Constantin deseja fazer com Catherine, o mesmo que Larry Douglas fez com sua amada Noelle.
Demiris banca o bom moço para conquistar Cathy, ela lhe dá nojo. Larry lhe dá nojo. E Catherine fez e faz parte dele, portanto, ela deve morrer.
Mas a loucura de Demiris vai ainda mais longe, ele não irá se vingar apenas de Catherine. Qualquer um que ousar ultrapassar o seu caminho ou que discordar de suas ideias terá o mesmo fim que Larry Douglas.
Mas Constantin não sabe o que destino lhe reserva, ele não imagina que existem pessoas próximas a ele que também estão cansados de seus jogos e loucuras.
Catherine conseguirá alguma ajuda?
Correndo contra o tempo para manter-se viva, Cathy irá lutar contra um dos mais poderosos magnatas.
Terá alguma chance de sobreviver?
Mais uma obra do mestre, que nos prende do começo ao fim. Com personagens incríveis em um enredo exemplar.
Parabéns Sidney Sheldon, mais uma vez você nos surpreendeu.
Casa de Livro Recomenda!

Não me cante canções do dia.
Pois o sol é inimigo dos amantes.
Cante as sombras e a escuridão.
Cante as lembranças da meia-noite.

Titulo: Lembranças da meia-noite.
Titulo Original: Memories of Midnight
Autor: Sidney Sheldon
Ano: 1990
Páginas: 367
Editora: Record.

Boa Leitura.

Casa de Livro Blog.

Karina Belo
Há uma teoria de que nada na natureza jamais se perde, que cada som já emitido, cada palavra já pronunciada, ainda existe em algum lugar no espaço e tempo e pode um dia ser recuperada.

– Já leu, Encontro em Samarra, Catherine? Não? Ora, agora é tarde demais, não é mesmo? É sobre alguém que tentou escapar à morte. Foi para Samarra e a morte o aguardava ali. Esta é a sua Samarra Catherine.