O CEMITÉRIO – STEPHEN KING

Mais uma vez surpreendida por Stephen King. Confesso que não li muitas obras de tal autor, porém as que tive a oportunidade de conhecer adorei. O cemitério, assim como Os Olhos do Dragão, já comentado aqui na casa de livro, sem dúvidas entrou para a lista dos que eu mais gostei.
Em O Cemitério, somos transportados para a pacata vida de Louis Creed.
Louis, ou Lou como era chamado por seus entes queridos, era um médico que foi convidado para trabalhar na enfermaria de uma universidade na tranquila cidade de Ludlow.
Querendo realmente mudar um pouco o rumo de sua vida, e conhecer novos lugares, ele juntamente com sua esposa Rachel e seus dois filhos: Ellie e Gage, foram para a cidade de Ludlow em busca de uma nova vida. Mas eles não poderiam imaginar o que estava prestes a acontecer.
A cidade era pacata, incrível, os vizinhos adoráveis. Um lugar onde Louis e Rachel estariam tranquilos para criar e educar seus filhos. Mas aquela cidade guarda segredos que ninguém consegue imaginar.
Jud Crandall, vizinho do casal Creed, foi conhecê-los no próprio dia da mudança. Louis gostou de cara do velho, era simpático e foi logo convidando o Dr. para tomar umas cervejas com ele a noite.
Ele então contou sobre o cemitério de bichos, ou melhor, “simitério” de bichos. Ellie tinha um gato, Church e logo quis saber mais sobre o lugar.
 Jud então levou a família inteira para que pudessem conhecer, mas aquele lugar sinistro e mágico acabaria arruinando a vida daquela família, até então, feliz.

Os dias passaram sem muitas surpresas. Até que Rachel e os filhos foram para a casa dos pais dela, e deixaram Louis sozinho em Ludlow.
Esse foi o início do fim.
A avenida em frente à casa de Louis era muito movimentada. Vários animais de estimação já morreram ali durante o decorrer dos anos.
E Church, foi uma de suas vítimas. A princípio ele não sabia como iria a dar noticia a sua filha Ellie. Foi então que Jud disse que o ajudaria a enterrar o gato em um lugar, mas que era melhor ele não contar nada a sua filha por enquanto.
Foi então que Louis, carregando o bixano de sua filha, conheceu o cemitério micmac, que ficava além do simitério de bichos.
Mesmo exausto de tanto andar, e de carregar o peso de Church, parecia que aquele lugar o chamava, o prendia ali.
Louis enterrou o gato, e foi para casa.
Foi então que uma surpresa aconteceu, Church apareceu. Ele estava em casa, junto com Louis.
O gato que ele enterrou com tanto esforço, que ele viu morto, estava ali diante de seus olhos.
O médico tentou encontrar várias explicações racionais para aquilo que estava acontecendo, mas ele sabia que não tinha explicação. O gato voltou diferente meio abobalhado e com cheiro de Terra, no entanto era Church. Ele voltou para casa, para Ellie. Jud Crandall o fez voltar.
Louis nada disse a sua filha nem a sua esposa, aquele foi um segredo que guardou consigo, mas foi pedir explicações para Jud.

Foi então que descobriu as mais loucas e sinistras histórias sobre o cemitério micmac. Se era verdade ele não poderia jurar, mas o gato estava ali como prova de que o lugar tinha sim uma espécie de poder ou maldição.
Mais uma vez a vida da família estava normal. Todos voltaram de viagem e foram encontrar o pai. Ellie achou Church um pouco estranho, mas para uma menina de cinco anos, não se preocupou tanto com isso.
Gage com seus quase dois anos de vida, só pensava em brincar e correr.
E em uma dessas corridas, que Louis não conseguiu segurar o filho e ele foi morto assim como Church, na avenida em frente a sua casa.
Seu filho Gage, de apenas dois anos, com toda uma vida pela frente. Morto.
Louis se vê perdido, sem saber o que fazer.
Ele sabe que sua filha e sua esposa, passando pela mesma dor, precisam dele. Mas é impossível ajudar ou consolar alguém, ele não tem forças.
O cemitério Micmac tem poderes, e estão chamando, clamando por Louis, para que ele possa alimentá-lo.
Agora um pai com o coração em pedaços se vê diante de uma escolha terrível.
Ele deve escolher entre agir com a razão, ou deixar que a loucura dentro dele comande seu corpo e seu coração.
Uma obra maravilhosa que nos prende do começo ao fim. Onde Stephen King usa e abusa de elementos místicos e surreais para compor uma trama tão detalhada, que é como se o leitor estivesse sentindo todo o poder daquela cidade amaldiçoada.
Casa de Livro Recomenda.

E Jesus disse a eles: “Nosso amigo Lázaro dorme, mas vou até lá, porque posso despertá-lo de seu sono!”.


Titulo: O Cemitério.
Titulo Original: Pet Sematary
Autor: Stephen King
Ano: 1983
Páginas: 612
Editora: Ponto de Leitura.

Boa Leitura,

Casa de Livro Blog.


Karina Belo

Ellie estava devidamente alertada, impressionada mesmo, mas não com medo, Louis constatou. Rachel, porém, contemplava Jud com ar inquieto, e Louis também se sentiu um tanto apreensivo. Era, ele supunha, o medo quase instintivo que as pessoas criadas na cidade têm das florestas.

Rachel tinha gritado de novo: Gage, volte, não CORRA!
Mas Louis não perdeu tempo. E foi se aproximando cada vez mais, cada vez mais de Gage, e , sim, uma daquelas coisas realmente aconteceu: de algum lugar, lá no fim da estrada, veio o ronco de um caminhão se aproximando…
Oh, meu bom Deus, oh meu bom Jesus, deixe-me pegá-lo, não deixe que ele passe para a estrada.

Alguma coisa está querendo me fazer dormir… Hipnotizando-me… Não quer que eu fique acordado. Porque ele logo estará de volta. Sim, eu sinto isso. E alguma coisa quer me deixar fora do caminho.

Os passos cessaram bem nas suas costas.
Silêncio.
A mão fria caiu no ombro de Louis. A voz de Rachel era um chiado que parecia cheio de terra.

– Querido – disse a coisa.

O ILUMINADO – Stephen King

 
O ILUMINADO

Lançado em 1977, O Iluminado é um dos grandes símbolos de KING,  foi sua terceira obra lançada, sendo seu primeiro best-seller. O livro teve um enorme impacto em leitores do mundo todo, e após o enorme sucesso alcançado, impulsionou a carreira dele como escritor, que hoje é um dos mais famosos do gênero. O Iluminado teve seu título inspirado na música “Instant Karma”  do mito John Lennon, na qual podemos encontrar a frase “We all Shine on…”. 

E o sucesso não parou por ai, em 1980 ganhou adaptação para o cinema, filme este dirigido pelo fenômeno Stanley Kubrick, assim como também virou uma mini-série televisiva.
Em O Iluminado o mestre do terror nos traz Jack Torrance, um escritor fracassado que vive um momento  conturbado, Jack está tentando reconstruir sua vida e reconquistar a confiança de sua família, na busca pela cura do alcoolismo, este que já o fez quebrar o braço de seu filho Danny,  assim como também partir para agressão na escola aonde lecionava.
Logo então surge uma “oportunidade”  e Jack aceita o trabalho de zelador de inverno no sinistro, isolado e gigantesco hotel Overlook. O hotel possuí um passado nada plausível.  Na tentativa de provar a todos e a si mesmo que ele se curou do alcoolismo, e agora se tornou uma pessoa responsável, Jack se muda para o hotel junto com sua esposa Wendy e o seu filho Danny, que é telepata e sensível a forças sobrenaturais.
Nosso pequeno Danny Torrance é iluminado, dotado da capacidade de ouvir  pensamentos e transportar-se mentalmente no tempo.  

Jack iniciou suas atividades no hotel, com o pensamento de que todos os problemas da família pareciam estar solucionados. Adeus ao desemprego e a farras de bebedeiras noturnas. Wendy deixaria de sofrer. Paz, tranquilidade e novos ares para o pequeno Danny,  na expectativa dele livrar-se das crises convulsivas que assustam a família.
Porém cheio de anormalidades o hotel Overlook está longe de ser um hotel comum. O tempo não enterrou os velhos males, e as cicatrizes ainda estão bem abertas.
Entidades malévolas ainda habitam os corredores do velho hotel.
Overlook é um portal aberto e sinistro, cheio de ódio, mágoas  e muito desejo de vingança. A morte almeja todos que ali vivem, e somente os poderes de Danny podem salvar a família. 
O primeiro contato de Danny com o hotel foi marcado pelo encontro com o Sr. Dick Hallorann, um papo nada agradável,  criando várias incertezas na cabeça do menino. A conversa entre esses dois iluminados é finalizada com a Dick dizendo a Danny “Se tiver algum problema… dê uma chamada (telepática)”.
Não demora muito tempo  para que o hotel descarregue sobre Danny, doses  sobrenaturais e malignas do seu passado, e essas visões perturbam constantemente o garoto, trazendo premonições do perigo real que o hotel apresenta para a sua família, logo então começa a ver fantasmas e visões assustadoras do passado do hotel, mas que no presente agora pouco importa, Danny guarda pra si próprio tudo que sabe. Pois sabe o quão importe é trabalho do seu pai para o futuro de sua família.
Danny não é um alvo fácil, e cria  dificuldades para o hotel possui-lo, este que passa para Jack toda perturbação e começa a possui-lo, fazendo com que suas foças e vontade de trabalhar venham a se evadir. Jack muda sua maneira de agir,  os pequenos traços de loucura já são grande evidências, forças malignas do hotel aos poucos acaba possuindo-o. Então, Jack, tomado pelas forças sobrenaturais e sinistras do hotel, passa a querer matar sua família, na intenção de absorver as habilidades psíquicas de Danny. Wendy tranca seu esposo na despensa do hotel,  mas o fantasma de Delbert Grady, um dos zeladores do Hotel Overlook (que assassinou sua família e depois cometeu suicídio com um tiro na boca) o solta, e a história parece se repetir.
É travada uma disputa pela vida, entre Jack (agora possuído), contra Wendy e Danny, este que não está sozinho, e usará suas forças psíquicas  para combater o mal que os persegue incansavelmente.
Titulo: O Iluminado
Titulo Original: The Shining
Autor: Stephen King
Ano: 1997
Páginas: 313
Editora: Objetiva
Boa Leitura

Casa de Livro Blog


Sidney Matias




Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook.

Frases marcantes:

    “Danny, volte aqui, seu maldito pirralho. Venha tomar o seu remédio” – Jack Torrance.

    “Se tiver algum problema… dê uma chamada” – Dick Hallorann


          “Redrum…” – Tony (Amigo imaginário de Danny)

    “Este lugar desumano cria monstros humanos” – Tony (amigo imaginário de Danny)
    “Retirem as máscaras!” – Derwent, no baile.

Stephen King – OS OLHOS DO DRAGÃO


OS OLHOS DO DRAGÃO
Olá a todos os leitores da Casa de Livro, Blog!
Iremos comentar agora sobre uma obra mágica do autor Stephen King.
Sabe aquela história que não é possível parar de ler, de tão incrível que é? Estamos falando dessa história. É impossível parar de virar as páginas.
Estamos no Reino de Delain, onde vive o Rei Roland.
Roland sempre foi um bom homem, um pouco medroso, inseguro, mas um bom homem, e um excelente caçador.
Roland assumiu o trono como Rei, já tinha seus cinquenta anos, não era casado e não tinha herdeiros, mesmo sabendo que era necessário. Mas o Rei não se interessava por mulheres e muito menos por sexo.
Mas quando assumiu o trono, ganhou também um conselheiro, Flagg o mago.
Flagg era um bruxo, malvado, que só deseja vingança e morte. Há muito tempo ele esta no Reino de Delain, há muito tempo ele é conselheiro do Rei. Flagg quer destruir o reino, ele precisa de um Rei fraco.
O mago considera Roland fraco, mas se surpreende. Roland pode até ser fraco, mas ele é bom e nunca vai prejudicar o seu povo.
O Rei Roland se casa com Sasha, uma menina de dezessete anos. Ele não gosta de mulheres, mas passa a amar sua rainha, por ela ser inocente e determinada.
Sasha deixará Flagg louco, pois ela é ainda mais justa e bondosa que seu marido!
Como o bruxo conseguirá fazer a guerra que tanto deseja?
Roland e Sasha tiveram dois filhos, mesmo o Rei quase não visitando o quarto de sua esposa, ele conseguiu ter dois herdeiros.
Quando Peter, o filho mais velho e futuro rei nasceu, Flagg deu início ao seu plano para derrotar o reino de Delain.
Mas Peter sempre foi muito amado pelos pais. Roland seria capaz de tudo por aquele garoto. E Sasha ensinou o menino a ser bondoso fiel e honrado. Ele seria um grande rei.
E Peter não decepcionou o seu povo, os anos se passavam e ele ficava cada vez mais forte, bondoso, educado e assim como sua mãe, Lindo!
Para Flagg isso tudo era uma maldição, contra Peter ele nunca conseguiria lutar.
Foi então que nasceu Thomas. Flagg deu um jeito de Sasha morrer durante o parto. O garoto mais novo era idêntico ao pai, e muito fraco.
Thomas não era um garoto mal, mas tinha ciúmes de Peter, e achava que seu pai não gostava dele.
Seria possível?
Quando estamos lendo o livro, confesso que da até pena de Thomas. Porém para entender o porquê, vocês precisam realmente ler a obra.
Flagg se aproximou de Thomas, foi gentil com ele. Mostrou mistérios e passagens secretas do castelo e a cada dia colocava ele mais e mais contra o pai e o irmão.
Agora Flagg tinha Thomas sob seu comando, ele precisa acabar com Roland e com Peter, para que o príncipe seja coroado Rei de Delain.
O bruxo sabe que todas as noites Peter leva um cálice de vinho para seu pai, e ele irá envenená-lo.
 Peter é condenado pela morte de seu próprio pai, porém por ser da realeza ele não pode ser morto, então irá viver trancado em uma torre pelo resto da vida.
Thomas é coroado Rei e Flagg continua sendo seu conselheiro.
Mas a maldade do mago o deixou cego, Thomas pode ser fraco, mas ele sabe da verdade.
Quando Flagg brincava com o príncipe Thomas, ele mostrou uma entrada secreta onde era possível espiar Roland.
E naquela noite Thomas estava espiando, pelos olhos do dragão que seu pai matou, ele viu que foi Flagg, ele sabe quem o bruxo é.
Peter também sabe a verdade, ele tem amigos que estão dispostos a ajudá-lo.
O verdadeiro rei tem um plano, não importa quanto tempo passe, não importa o quanto Delain sofra, Peter irá voltar, derrotará Flagg e tomará o que é seu por direito.
Peter conseguirá fugir?
Conseguirá derrotar o mago Flagg?
Thomas deixará tudo para ajudar seu irmão?
Uma obra incrível onde Stephen King utiliza seu talento para criar uma atmosfera mágica e fascinante, numa narrativa que encanta e envolve o leitor como um conto de fadas.
 
Se Flagg vai matar você, deixe que ELE mate! Não se mate para ele.
 
Titulo: Os olhos do dragão.
Titulo Original: The Eyes of the dragom
Autor: Stephen King
Ano: 1987
Páginas: 439
Editor: Objetiva.
Boa Leitura

Casa de Livro Blog


Karina Belo

Os Reis crescem e ficam enormes, e é por isso que têm de ter muito cuidado, porque uma pessoa muito grande pode esmagar outros menores com os pés, simplesmente andando, ou se virando, ou sentando de repente no lugar errado. Os maus reis fazem isso muitas vezes. Acho que mesmo os bons reis não conseguem evitar isso vez por outra.
Enquanto Peter falava, o guarda foi empalidecendo mais e mais, porque via que ele falava a verdade. Mas não era o único motivo da sua palidez. Quando os companheiros lhe contaram que o príncipe fora apanhado em flagrante delito, ele tinha acreditado, tinha querido acreditar, mas agora duvidava. Peter não parecia nem falava como um culpado.
– Peter, depois de ler destrua isso.
Não acredito que você tenha feito aquilo. Estou certo de que outros pensam como eu. Continuo seu amigo. Amo-o como sempre. Dennis também acredita em você. Se puder ser útil, entre em contato comigo por intermédio de Peyna. Conserve sua coragem.
Eu farei a minha tentativa sob o manto da noite e sob o manto da tempestade, pensou. Haverá até um bocado de neve para amortecer a minha queda. A essa ideia Peter teve de sorrir, de qualquer modo, dez centímetros de neve fofa, pulverizada, entre ele e o calçamento de pouco valeriam.
Ou a corda perigosamente fina aguentaria…ou arrebentaria. Supondo que aguentasse, haveria a queda final. E suas pernas aguentariam o impacto…ou não.

 

 “Eu me interesso por pessoas boas em situações ruins, pessoas comuns em situações extraordinárias”.

“As pessoas ficam desapontadas com minha aparência. Dizem:’Você não é um monstro'”.

“Não tenho muitos amigos. Meu ponto de vista é como o de Mark Twain: tirando uma por uma, as pessoas são legais”.

 “Filme de terror é um gênero fora-da-lei”.

“Para muitos produtores e diretores, o material que escrevo é extremamente visual. Eles resolvem filmá-lo achando que não precisam trabalhar duro na construção dos filmes. Para eles, é só uma questão de elenco. Quando fazem os filmes, eles se concentram nos momentos em que um monstro aparece movimentando suas presas. Não acho que as pessoas estejam interessadas nisso.”

Depois de Clive Barker ter escrito Hellraiser, King disse: “Eu vi o futuro do terror, seu nome é Clive Barker”.

“Se eu gosto de assustar as pessoas? Sim, eu gosto”.

“…alguém sempre levanta e me faz essa pergunta: Por que você escolheu escrever sobre assuntos tão medonhos? Eu geralmente respondo essa com uma outra pergunta: Por que você acha que eu tenho escolha?”

“Já matei árvores demais no mundo.” (supostamente anunciando que não escreverá mais e com isso economizará papel, poupando as árvores.)

“O meu trabalho se resume em duas coisas: prestar atenção em como as pessoas reais se comportam e então contar a verdade sobre o que você vê.”

“Esforce-se para viver ou esforce-se para morrer!”

“As pessoas me perguntam por que eu escrevo coisas tão brutas. Gosto de dizer que tenho um coração de menino – está guardado num vidro em cima da minha escrivaninha”.

 
Stephen King

“A beleza da mania religiosa é que ela tem o poder de explicar tudo. Uma vez que Deus (ou Satã) são aceitos como a primeira causa de tudo que acontece no mundo mortal, nada é deixado à sorte… a lógica pode ser alegremente jogada pela janela.

Stephen King

Stephen King – A ZONA MORTA

Publicado em 1979, A Zona Morta é uma das obras mais notáveis de Stephen King, que nos apresenta um livro de ficção marcante, completo e emocionante, somado a um excelente conjunto de personagens cativantes em um cenário muito bem constituído. Resultando em uma referência no mundo literário.
Confesso que A Zona Morta não estava na minha lista de prioridades para leitura de Stephen King,  porém já havia recebido boas indicações de amigos, até que fui presenteado com este incrível livro, e me arrependo de não ter lido antes, esta que é uma das mais cultuadas obras do mestre do suspense e terror.
Jhonny Smith, um simples professor em Cleaves Mills, possuía uma vida normal, estava em um início de romance com Sarah, e algo mágico envolvia o casal, possuíam uma química que a muito tempo eles não sentiam. O presente deles era sempre regado de bons momentos.
Até que uma eventualidade do destino muda o rumo de tudo…
Desacreditado da medicina, família, amigos e até mesmo de sua namorada Sara, com exceção de Vera sua Mãe, que já vivia entre a beira da loucura, entre uma paranóia religiosa, fim dos tempos e seres de outros planetas. Jhonny Smith desperta após 5 anos em estado de coma, e não há indícios de sequelas, exceto uma região do cérebro danificada denominada pelos médicos de A Zona Morta, porém ela abriga muito mais do que memórias apagadas, e devido a esta lesão Jhonny desenvolve o poder de prever o futuro, assim como também um pesado fardo de condenação.
Após vários eventos e lampejos de paranormalidade que influenciaram diretamente a vida de todos ao seu redor, ora decepcionando ora sendo herói, odiado e amado, evitado por centenas, e procurado por milhares de pessoas que desejavam que Jhonny utilizasse seus poderes para sanar seus problemas.
Uma vida muito conturbada, e totalmente fora dos planos do nosso protagonista que teve cinco anos subtraído de sua vida, e desejava uma vida normal.
Mas os problemas não eram suficientes até conhecer Greg Stillson, uma figura inescrupulosa candidato a deputado, Jhonny sofre uma gama de horríveis visões após esse contato, visões estas que trazia Greg Stillson a Presidência dos Estados Unidos e desencadearia em uma guerra nuclear, e via toda a nação mergulhada em uma tragédia sem limites.
Transtornado, perturbado, e perseguido por pensamentos malévolos de Greg Stillson, Jhonny Smith entra em um dilema, seguir sua vida e sofrer em silêncio, mesmo sabendo das consequências se o traçado de Greg se cumprisse, ou matá-lo em uma busca alucinada.
A Zona Morta é uma leitura fácil, com um ritmo muito bem construído, leitura obrigatória, um belo exemplo de uma obra, aonde todos os elementos se encaixam perfeitamente, Casa de Livro recomenda.
Título: A Zona Morta
Título original: The Dead Zone
Autor: Stephen King
Páginas: 611
Editora: Ponto de Leitura
Boa Leitura
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Sidney Matias
“Todos nós fazemos o que podemos, e isso tem de ser bom o bastante… e se não é bom o bastante, temos de continuar fazendo. Nada jamais é perdido… Não há nada que não possa ser encontrado.”

Stephen King – O Apanhador de Sonhos

Boa noite pessoal, vamos enriquecer o blog com mais uma obra do mestre do terror, Stephen King.
Em O Apanhador de Sonhos, tudo começa quando nossos personagens ainda meninos, munidos de sonhos e medos, somaram suas forças tendo como resultado um ato de coragem, marcando-os para sempre. Em um dia totalmente a deriva, eles fazem uma boa ação, e não foi uma simples boa ação, e sim algo de grande impacto, uma grandiosa ação, e  a partir desse dia, tudo iria mudar. Algo diferente iria tornar cada um especial, porém somente no futuro isso seria revelado.
O fato de salvarem Duddits, um garoto especial, portador da síndrome de Down, de adolescentes malfeitores, fez com que eles ganhassem poderes telepáticos conferindo-lhes uma ligação muito forte.
25 anos depois nossos personagens Josney, Henry, Beaver e Pete já adultos, vivem uma outra realidade, com novos medos e anseios, aonde cada um seguiu seu rumo, mas o forte laço que os unem não permitiu que essa amizade terminasse.

Religiosamente ao final de cada ano, aproximadamente um mês antes do Natal, eles se reúnem nas florestas do Maine para aproveitar a temporada aberta de caça.

Durante a caça encontram um forasteiro totalmente desorientado, murmurando frases sem sentido relacionado a luzes que havia visto no céu, e o estranho repetindo isso insistentemente somado a seu semblante de medo, demostra que algo muito ruim está próximo.

Após acolherem o forasteiro uma grande nevasca tomou conta de toda a floresta, é quando eles descobrem que uma força extraterrestre está muito perto de controlar a mente de todos em nosso planeta. E para enfrentar essa invasão alienígena, recorrem mais uma vez à força de seu velho amigo, para lutar por suas vidas.
O Apanhador de Sonhos é um complexo trilher de muito suspense, ação e ficção científica, um terror psicológico e fatal, King traz neste livro o terror em sua forma mais cruel, aquele que não se pode combater sozinho, aonde o leitor irá acompanhar que o vínculo afetivo, e o elo psíquico que gira em torno da misteriosa figura de um quinto amigo, o cativante Duddits, será de grande importância na vida de cada um deles.

Duddits é de fato o apanhador de sonhos vivo, King no livro não traz grandes explicações quanto a isso,  provavelmente não deixou as coisas bem claras, o que faz com que o leitor trabalhe a imaginação, pra muitos é um atrativo adicional.

Nota-se que o grande embate ocorre dentro da cabeça de um personagem, quase que metaforicamente, e a telepatia é uma das armas principais.

Temos também o perturbador personagem Sr. Cinza, que chega a sufocar em certo trecho do livro, aonde o leitor irá torcer para que todo aquele terror termine o quanto antes. Porém a obra peca um pouco no ritmo, fato que King nos compensa em outros títulos de forma gloriosa. Mas o livro não deixa nada a  desejar no quesito terror,  trazendo ao leitor em diversos capítulos, muito sangue e outros atrativos, além de medo e pavor, a obra nos faz embrulhar o estômago.

Iremos contemplar cenas de massacres de alienígenas e rebeliões memoráveis, no melhor estilo do autor, porém a luta telepática de Josney e o Sr. Cinza chega a cansar, a participação de Duddits é de grande importância como já mencionado acima, mas pode causar confusão em alguns leitores, porém não desanimem.  O Apanhador de Sonhos que também ganhou uma versão cinematográfica, é uma obra que vale a pena conferir.

Título: O Apanhador de Sonhos
Título Original: Dreamcatcher
Autor: Stephen King
Páginas:450
Editora: Objetiva
Boa Leitura 
Casa de Livro blog

Sidney Matias


Notas do Autor:

Nunca fui tão grato por escrever quanto durante o tempo em que trabalhei (de 16 de novembro de 1999 a 29 de maio de 2000) em O Apanhador de Sonhos. Sofri um enorme mal-estar físico durante esses seis meses e meio, e o livro me ajudou a suportá-lo. O leitor perceberá que porções desse mal-star físico me perseguiram e integraram a história, mas lembro-me bem mais do alívio sublime que encontramos em sonhos 
vívidos.

Stephen King
Extras:
Para facilitar, o leitor irá apreciar no texto abaixo, algo que tem uma correlação com a obra de King.  Nota-se que existe uma lenda por traz do tema principal do livro.
  


Um velho xamã Sioux (do sudoeste norte-americano) subiu no topo de uma montanha para ter uma visão. O grande espírito mágico Iktohmi, apareceu na forma de uma aranha e se comunicou usando a linguagem sagrada. A aranha (Iktohmi ) tomou das mãos do xamã um aro que ele trazia e começou a tecer uma teia com as oferendas que estavam com ele -plumas, crinas de cavalo e sementes. Enquanto tecia, o espírito falou sobre os ciclos da vida, desde o nascimento até a morte e sobre as forças boas e más que atuam em nós, em cada uma dessas fases.
Dizia ele: Se escutas as forças boas, elas te guiarão na direção correta e trarão a harmonia da natureza. Do contrário, levarão a direção errada causando dor e infortúnio.
Quando parou de tecer, o espírito mágico devolveu ao xamã o aro com uma teia ao centro e disse: No centro que está a teia, representa o ciclo da vida. Utiliza para ajudar o teu povo a alcançar os objetivos fazendo o bom uso dos sonhos, idéias e visões. Se você crê em algum grande espírito, a teia filtrará teus sonhos e visões, porque eles vem de um lugar chamado espírito do mundo que ocupa o ar da noite, com os sonhos bons e maus.
Terminou dizendo:
O apanhador de sonhos deve sempre estar pendurado para que a teia se mova livremente e consiga apanhar os sonhos que ainda estão no ar. Os sonhos bons sabem o caminho e deslizam suavemente pelas plumas e sementes até alcançar quem está dormindo. Os pesadelos ficarão presos no círculo central da teia até que nasça o sol – momento que estas energias negativas morrem com a primeira luz do dia.

Para os Sioux, o apanhador dos sonhos sustenta as linhas do destino.

STEPHEN KING – DICAS PARA ESCRITORES INICIANTES


Hoje os visitantes do Blog Casa de Livro, vão prestigiar algumas dicas do mestre do terror Stephen King.

Stephen Edwin King (Portland, 21 de setembro de 1947) é um escritor norte-americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema.


Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações),Christine, Eclipse Total, Lembranças de um Verão, À Espera de um Milagre e O Iluminado.


O seu livro, The Dead Zone ( A Zona Morta), originou a série da FOX com o mesmo nome. O próprio King já escreveu roteiros de episódios para séries, como Arquivo X, em que ele escreveu o roteiro do episódio “Feitiço”, da quinta temporada.


Demorou alguns anos até ele receber o reconhecimento merecido. King não ficou famoso da noite para o dia. Ele teve que suar a camisa, literalmente. Para sustentar a mulher e os dois filhos, King trabalhava numa lavanderia e escrevia seus contos nas horas vagas, que se transformavam em mais um poço de renda alternativa. Os contos de terror/horror eram vendidos (a preço de banana, diga-se de passagem) para revistas, em sua maioria, masculinas. Quando os filhos precisavam de dinheiro, por motivos de saúde, sua mulher virava para ele e dizia — Depressa, Steve, pense num mostro.

Segue algumas dicas do mestre Stephen King para escritores iniciantes.


  “Sua capacidade de ser bom 
fica limitada apenas ao seu talento”


Em 2000, Stephen King escreveu um livro “On Writing” com valiosas dicas para que deseja ser um escritor.


Alguns trechos importantes do livro:

Quando adolescente, King editou uma edição caseira de um romance inspirado em um conto de Poe e vendeu na escola em que estudava. Segundo ele, este foi o primeiro “best-seller” da carreira dele, pois vendeu todas as 40 cópias. No entanto, a diretora da escola não gostou desta iniciativa e o repreendeu, perguntando: “Por que você escreve este lixo?”

“… eu não tinha uma resposta para ela. Eu estava envergonhado. Passei muitos anos desde então – anos demais, acho – envergonhado daquilo que eu escrevia. Acho que eu tinha quarenta anos quando percebi que quase todo escritor de ficção ou poesia que já publicou uma linha foi acusado por alguém de desperdiçar o talento dado a ele por Deus. Se você escreve (pinta, dança, esculpe, ou canta, suponho), alguém tentará fazê-lo se sentir mal, simples assim”.

Mais tarde, no último ano do ensino médio, King começou a trabalhar num jornal da escola. O primeiro texto que ele escreveu, para a seção de esportes, foi lido pelo editor, que rabiscou e cortou vários trechos do texto. Então este editor disse para o autor:

“Escreva com a porta fechada, reescreva com a porta aberta. Em outras palavras, sua obra começa a ser escrita apenas para você, mas então ela vai embora. A partir do momento em que você sabe qual é a história e consegue realizá-la bem – quão bem você puder – ela passa a pertencer a qualquer um que queira lê-la. Ou criticá-la.”

Stephen King enviou, ainda criança e adolescente, inúmeros contos para revistas literárias, principalmente para revistas de Ficção Científica, Terror e Fantasia. As cartas de recusa foram aumentando, até que uma delas enviou uma carta diferente.

“Este é um bom material. Não serve para nós, mas é bom. Você tem talento. Tente novamente”.

Depois que ele começou a fazer sucesso, ele releu o mesmo conto que havia sido recusado vários anos antes. Ainda achava que era um bom conto, deu uma burilada no texto e enviou novamente para a mesma revista. Desta segunda vez, o conto foi aceito. Então King conclui:

“Algo que percebi quando você obtém algum sucesso – as revistas tendem a usar menos a frase: ‘não serve para nós”.

King afirma que a fase mais difícil para escrever foi quando ele lecionava inglês numa escola secundarista. Ele chegava tão cansado em casa que mal tinha disposição para escrever e chegou a pensar em desistir da carreira literária. Foi neste momento que o apoio da esposa, Tabitha King, foi crucial para ele persistir.

“Escrever é um trabalho solitário. Ter alguém que acredita em você faz bastante diferença. Eles não precisam fazer discursos. Apenas acreditar já é suficiente”.

Foi nesta época que ele começou a escrever “Carrie, a Estranha”, que seria seu primeiro best-seller. Ele havia escrito algumas páginas, mas o enredo e as personagens não o agradaram. Ele jogou o manuscrito no lixo, mas, ao chegar em casa, encontrou a esposa lendo as folhas amassadas.
Ela insistiu que ele continuasse escrevendo o romance, mas ele tinha muitas dificuldades para desenvolver uma personagem adolescente com problemas de aceitação. Segundo King, o desafio para escrever “Carrie” ensinou várias lições a ele.

“A mais importante (lição) é que a percepção inicial do autor de um personagem, ou de personagens, pode ser tão errônea quanto a do leitor. Num apertado segundo lugar, foi a constatação que interromper um trabalho apenas por ser difícil, seja emocional ou criativamente, é uma má ideia. Às vezes, você tem de ir adiante mesmo que não queira, e às vezes você está realizando um bom trabalho mesmo que tenha a sensação de estar cavando merda.”

Por vários anos, Stephen King se afundou na bebida e nas drogas. Quando chegou ao fundo do poço, as família dele interveio e ele teve de escolher entre a esposa, filhos e amigos, ou a bebida, a cocaína e remédios.
Ele acreditava que boa parte de sua criatividade derivava de estados alterados de consciência, mas, mesmo assim, ele preferiu abdicar da escrita, se fosse necessário, para não ferir mais aqueles que o amavam. Logo ele descobriu que podia escrever tão bem, ou melhor, sóbrio.

“A ideia que o esforço criativo e substâncias entorpecentes estão vinculadas é um dos maiores mitos intelectuais pop de nossa época. (…) Escritores dependentes químicos são simplesmente dependentes químicos”.

“Se você quer ser um escritor, você deve fazer duas coisas acima de tudo: ler muito e escrever muito. Até onde eu saiba, não há como evitá-las, não há atalhos”.

A maioria dos escritores e até mesmo leitores podem recordar do primeiro livro que pôs de lado pensando: eu posso fazer melhor do que isto. Diabos, eu faço melhor do que isto! O que poderia ser mais encorajador para o escritor iniciante do que perceber que seu trabalho é inquestionavelmente melhor do que de alguém que realmente foi pago por sua obra?”

“É difícil para mim acreditar que pessoas que leem muito pouco (ou nada, em alguns casos) pretendam escrever e esperar que outras pessoas gostem do que eles escevem, mas eu sei que isto existe. (…) Se você não tem tempo para ler, você não tem tempo (ou o instrumental) para escrever. Simples assim.”

“Agora vem a grande questão: sobre o que vou escrever? E a igualmente grande resposta: qualquer maldita coisa que você quiser. Qualquer coisa mesmo… desde que você diga a verdade.
(…)
Em termos de gênero, é justo presumir que você provavelmente começará escrevendo aquilo que você gosta de ler(…)
Não há nada errado nisto. O que seria muito errado, acho, é voltar as costas para aquilo que você sabe e gosta (…) para privilegiar aquilo que você acredita que impressionará seus amigos, parentes ou colegas de literatura.”

“Compradores de livros não são atraídos, nem de longe, pelos méritos literários de um romance; compradores de livros querem uma boa história para carregar com eles no avião, algo que primeiro os fascinarão, então os agarrarão e os manterão virando as páginas. Isto acontece, acho, quando os leitores reconhecem as pessoas num livro, seus comportamentos, o que as cercam e a fala delas. Quando o leitor ouve fortes ecos de sua vida e crenças, ele está mais apto a se interessar pela história.”
“Escreva o que você gosta, então insira vida e torne-a única ao mesclar seu próprio conhecimento da vida, amizade, relacionamentos, sexo e trabalho. Especialmente trabalho. Pessoas adoram ler sobre trabalho. Sabe Deus porquê, mas elas adoram.(…) O que você precisa se lembrar é que há uma diferença entre palestrar sobre o que você sabe e usar isto para enriquecer a história. Este último é bom. O primeiro não.”.






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Stephen King – A HORA DO VAMPIRO

A Hora do Vampiro,  segunda obra lançada pelo mestre do Terror Stephen King,  publicado em 1975, tem como inspiração o clássico Drácula de  Bram Stoker.
A história se passa na fictícia  Jerusalem´s Lot,  em que nosso protagonista o escritor Bem Mears, havia decidido nunca mais retornar.  Local esse que foi o cenário de horrores em sua perturbada infância.
Com a chegada da maturidade, retorna a pequena cidade no Maine, e descobre que o mal,  que ele imaginava ter exterminado e sepultado  ainda vive, e precisa ser destruído.
Juntamente com Ben, um forasteiro chega a cidade, acompanhado de um enigma maligno que irá impactar e mudar o rumo da vida de todos que se prostrarem em seu caminho.
A pacata cidade, sente os primeiros indícios do mal, ao encontrarem uma criança morta, seguido de desaparecimentos de diversos habitantes sem deixarem rastros.  O livro tem um clima de terror clássico. E não falta suspense, somado a uma derradeira perturbação que toma conta de Jerusalem´s Lot,  pessoas agonizam devido a uma estranha enfermidade,  e a morte abraça a cidade.
Uma figura cristã é seduzida pelo mal, mostra-se possuidor de uma fé vacilante, e é colocado a prova.
Stephen King nos traz em meio ao terror um romance leve porém cativante, aonde Suzan tem seu destino traçado pelo mal. Será que o amor de Ben por Suzan poderá interferir nas forças malignas?
E é nos sonhos e fantasias de um garoto, que se revela o mais forte oponente contra o mal, o único capaz de findar com pesadelo  que reina em todos, o menino Mark com muita coragem irá nos conduzir ao desfecho de todo o terror, despertando no leitor os medos da infância de uma forma clássica e convincente.
Com personagens marcantes, Bem Mears,  Senhor Barlow, Straker, Mark Petrie e o Padre Callahan, Stephen King deixa sua marca, mostrando seu lado vampiresco de uma forma perturbadora, um exorcismo extremo, nos melhores moldes do terror.
O Mal que a cidade sempre pareceu atrair volta e dessa vez mais forte, Hubbie Marsten, responsável por um violento assassinato em sua mansão no alto da colina,  em um verão muitos anos antes dos misteriosos forasteiros chegarem a cidade, deixa um legado mais do que perfeito para o mal atuar em seu ápice da perturbação, irradiando lembranças de horror e morte.  A mansão Marsten torna-se um símbolo sinistro que demonstra observar cada passo da cidade, aguardando um pequeno vacilo, para que então com as forças das trevas possa derramar sangue e espalhar desgraça a todos que ali vivem.
  
 A Casa Marsten
“Nenhum organismo vivo é capaz de manter a sanidade durante um longe período em condições de absoluta realidade; até mesmo cotovias e gafanhotos sonham, segundo alguns. A casa da colina, que perdera a sanidade encostava-se sozinha aos montes, abrigando a escuridão; ficara assim oitenta anos, e podia ficar mais oitenta. Dentro dela, as paredes continuavam eretas, os tijolos encaixados, os chãos firmes, as portas sensatamente fechadas. O silêncio repousava imperturbável sobre a pedra e a madeira de Casa da Colina, e o que andasse lá, andava só.”
Shirley Jackson  A Assombração da Casa da Colina
 
Boa Leitura
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Sidney Matias

Titulo: A Hora do Vampiro,

Titulo Original: Salems Lot

Autora: Stephen King

Ano: 2012

Páginas: 319

Editora: Objetiva